11.21.2014

Filme | Hoje eu quero voltar sozinho


Quem acompanha o blog deve se lembrar de uma quinta feira linda que eu postei o curta Eu não quero voltar sozinho e comentei que estava para estrear o filme baseado naquele curta, com nome Hoje eu quero voltar sozinho.




Pois bem, o longa estreou, passou mais da metade do ano e eu ainda não tinha assistido o filme. Metade da culpa foi porque não consegui lugar na sala de cinema e metade foi medo de decepção. Mas eu tomei coragem e ó, vale a pena!





















O filme vai contar a história do Leo, um garoto cego que vive tranquilo como qualquer adolescente. Digo tranquilo, porque ele tem uma melhor amiga, é zuado por alguns colegas, tem preocupações de quando vai dar o primeiro beijo. Diz se pelo menos um dia da sua adolescência não foi assim?


























Mas na verdade, o que mais incomoda o garoto são os pais que o super protegem usando como desculpa o fato dele ser cego. (Essa foi, de longe, a faceta do filme com a qual eu mais me identifiquei: eu ficava tão brava com meus pais por eles se preocuparem demais! Na real eu ainda fico, mas ok!)

Mas voltando ao filme:
Giovana, sua melhor amiga, sempre acompanhava o Leo no caminho de casa e quando Gabriel chega à escola, a menor das mudanças foi o grupo que aumentou. O filme explora bem os sentimentos adolescentes de querer fazer parte de um grupo, o ciúme de um amigo, o achar que está gostando de alguém.





















A gente fica com raiva de cada personagem pelo menos uma vez no filme, inicialmente parece forçado certos comportamentos, até que você se lembra de como é ter quinze anos. As manhas e charminhos que os personagens fazem foram muito bem exploradas, encaixadas e justificadas no filme.





















Se o curta explora bastante o tema da sexualidade dos personagens, o tema se perde no filme e de forma maravilhosa. Veja bem, eu usei o verbo "perder" mas isso não significa que o tema foi esquecido, deixado de lado ou diminuído de valor. O que aconteceu (ou, se você preferir, o que eu senti) foi que o filme foca tão bem nas dores, angústias e alegrias de um adolescente cego que o fato dele se revelar homossexual acabou se tornando um fato normal, comum, corriqueiro. E isso foi uma sacada genial. Trazer o assunto como algo que acontece e que não chama atenção ou traz surpresas fez com que realmente não trouxesse surpresas e fosse abordado como um relacionamento normal e aposto como isso encheu muita gente de alegria. Ponto para o Rafael Filho. Ponto para esse filme lindo!

E agora, para manter a tradição, olha os cartazes que fizeram o marketing do filme!





 
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