4.07.2016

CHOCOPÉ | Sejamos todos feministas (Chimamanda Ngozi Adichie)





























Eu me considero feminista desde que eu finalmente percebi o quanto a existência do Feminismo ainda é importante na sociedade que chamamos brasileira. Só mais tarde fui pensar que existem países que precisam dele mais que o Brasil.
Mas sobre essa importância eu vou falar semana que vem. Hoje eu vou focar nesse livrinho cheio de força.


Tudo o que eu sei sobre o Feminismo foi o que eu fui aprendendo de acordo com o que via e filtrava por aí. E sobre o que lia na internet.
Mas tinha um pequeno problema em ler textos na internet: os trolls.
Chamá-los de trolls acho que é forte demais. Na verdade o que acontecia é que eu era bobinha e ia ler os comentários, ver as reações das pessoas ao que foi escrito naquele texto e que eu tinha achado ótimo e necessário.


Quem não concordava com o texto sempre falava que aquilo era falta de louça pra lavar, se era homem, falava que nunca mais trocaria a lâmpada do quarto, a resistência do chuveiro nem o pneu do carro. Alguns perguntavam porque então as feministas não iam pro exército se querem direitos iguais.
E eu ficava lá: moro só com mulher há 4 anos e a gente faz tudo: troca lâmpada, resistência, lava louça, faz a nossa comida, arruma nosso quarto, mata barata. Tudo sem homem. We can do it! Uma amiga minha troca pneu! E ela é minúscula, juro!


Eu percebi que eu ficava cheia de ódio num texto que era pra mostrar o quanto somos iguais e que ódio é só algo horrível.
E parei de ler.
Nunca tinha lido um livro sobre o feminismo e não tinha como começar com um melhor do que essa da Chimamanda.
É um livro simples, fácil, direto ao ponto e não é voltado pra nenhum gênero em específico. Ela vai contar algumas situações vividas e como aquilo é absurdo se perceber que o que aconteceu com ela nunca aconteceria com um homem. Qualquer homem.


É um livro sóbrio e a gente consegue perceber o quão firme é o pé da Chimamanda quando ela fala do feminismo. E ela desconstrói alguns padrões de forma maravilhosa.
Eu escolhi um pra contar aqui. É bem simples.
É o maior estereótipo (e ainda assim real) que existe o de que a mulher acorda cedinho, faz o café da manhã de todo mundo, acorda os filhos, leva pra escola, trabalha, volta pra casa, limpa a casa, faz o jantar, essas coisas todas.
Mas a Chimamanda diz: o quão ridículo é você deixar nas mãos de outra pessoa a ação de se nutrir, de se alimentar? Não é nem questão de a mulher fazer a comida da casa. É questão de VOCÊ (independente se homem ou mulher, machista, feminista, de direita ou de esquerda) não depender de NINGUÉM para fazer a sua comida.
Isso quebra vários padrões e entre eles, o machista.



Mas sobre esses padrões, eu resolvi falar mais por aqui no Napolitano, pelo menos uma vez por mês. Esse foi o de março que já chegou atrasado. Mas uma hora a gente se ajeita!


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