1.29.2017

Livro | O sol é para todos (Harper Lee)

Eu terminei de ler O sol é para todos e assim que eu o fechei, a primeira coisa que eu pensei foi: esse é o melhor livro que eu já li na vida!

Sensível e belo, O sol é para todos narra alguns verões da vida de três crianças do Alabama e como o julgamento de um negro muda a percepção de mundo delas.



A história narrada acontece nos anos 30, época em que não existia mais escravidão, mas os negros ainda eram vistos como se fossem animais com doenças contagiosas, ou seja, pessoas que se devia evitar.

Assim, quando Atticus Finch decide defender um negro no julgamento, a vida das crianças muda, pois todos começam a dizer, de forma discriminatória, que o pai delas trabalha para negros e que é amigo deles.



É lindo, porém, ler a amizade que Atticus possui com seus filhos, e a forma como ele explica a situação para eles, ensinando a importância de tratar os negros como as pessoas normais que eles são.

O livro é, na verdade, um retrato da sociedade americana dos anos 30 e em 2017 a gente pode não compreender direito a visão deles, mas ainda hoje é possível perceber reflexos de preconceito que existem por conta desse tratamento forte e discriminatório que durante muitos anos foi dedicado aos negros. A diferença, talvez, seja que finalmente estamos entendendo que ser negro, branco, pardo (o que é ser pardo, meu Deus?), oriental ou indígena não faz de você melhor que ninguém.



E é por isso que O sol é para todos continua sendo um livro tão forte: num ano em que um homem como Donald Trump assume a presidência do país mais influente do planeta, é preciso parar e pensar em como um livro escrito há 50 anos ainda faz sentido hoje. Veja bem: o problema aqui, não é o Donald Trump, mas as pessoas que votaram nele. Você já viu em entrevistas, o que essas pessoas acham de negros, latinos e muçulmanos? É assustador.



Então fica aqui uma dica de leitura deliciosa e que não te deixa respirar enquanto não acaba!



A edição que eu li é brasileira e foi publicado em 2015 pela José Olympio, que é um selo literário da Editora Record. Eu particularmente não gosto muito da impressão usada nos livros da JO mas no conjunto, essa é uma edição linda, com uma textura diferente na capa, gostosa de pegar e passar a mão, cores bem escolhidas e diagramação muito bem feita! Vale a pena cada centavo :)


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